Vida num Vaso
Durante a Segunda Guerra Mundial, Irena Sendler, uma enfermeira católica polaca, salvou do extermínio cerca de 2500 crianças.
Sendler que prestava serviços no Gueto de Varsóvia, decidiu actuar de forma a salvar aqueles mais fracos, as crianças. Conseguiu retirar do gueto cerca de 2500 crianças, adolescentes e bébés, em ambulâncias, em sacos de batatas, em caixas, caixões, em qualquer recipiente que conseguisse transportar uma criança. Foram entregues ao cuidado, principalmente de instituições católicas, mas também de famílias que os acolheram. As crianças foram assim salvas da morte no gueto, bem como o seu envio para os campos de extermínio como o de Treblinka. A verdadeira identidade das crianças era colocada em vasos, que depois eram enterrados junto a uma macieira. A intenção era no futuro, devolver a verdadeira identidade a estas crianças.
Em Outubro de 1943 Irena Sendler foi presa pela GESTAPO, torturada para revelar as suas actividades e os nomes dos colaboradores. Apesar de lhe terem partido as pernas e os braços, nunca revelou nada. Foi condenada a um pelotão de fuzilamento. A resistência polaca e a organização SEGOTA subornaram os seus carrascos e que a abandonaram numa floresta.
Até ao fim da guerra continuou a salvar todos os que podia. A sua grande mágoa, foi considerar que poderia ter salvo mais crianças e que iria arrastar essa culpa até ao dia da sua morte.
Irena Sandler morreu no dia 12 de Maio de 2008.

